Conheça-nos

Este blog é editado pelo MML de Minas Gerais.
Leia! Comente! Compartilhe!
Contato: mmlutamg@gmail.com
Mostrando postagens com marcador negras e negros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador negras e negros. Mostrar todas as postagens

20/11 é dia de luta para negras e negros!

terça-feira, 19 de novembro de 2013


Desemprego entre mulheres e negros se agrava

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Pode parecer paradoxal, mas quanto mais baixo o índice de desemprego – pelos cálculos do IBGE no Brasil estamos no patamar de cerca de 6% desde 2011 – mais difícil fica arranjar trabalho para os setores que sofrem com maior discriminação e rebaixamento de salários.

Encomendado pelo Globo, o Dieese realizou estudo que evidencia que mulheres e negros, além de serem a maioria entre os desempregados brasileiros, também são os que estão procurando serviço há mais tempo. 

Se arranjar trabalho para esses setores já é difícil quando o nível de desemprego está em alta, quando a geração de vagas se torna abundante, eles são os últimos a serem escolhidos pelos contratantes. De acordo com o estudo, entre os trabalhadores que procuram emprego há mais de um ano, 63,2% são mulheres e 60,6%, negros. Entre os que estavam empregados há menos de um ano e não estão mais, a porcentagem fica em 53,9% e 53,3% respectivamente. 

 Esse quadro vem se agravando na última década. Em 1999, a taxa de desemprego no Brasil era de 20%. Entre os trabalhadores sem serviço há mais de um ano, metade eram negros e mulheres. Já em 2012, com a taxa de desocupação de 10,5%, os mesmos setores já representam 60% dos desempregados há mais de 12 meses. 

Nas sete regiões metropolitanas pesquisadas, a faixa etária mais prejudicada pelo desemprego por longo período é entre 25 e 39 anos. “A desigualdade aumenta quando as oportunidades chegam. É como uma escada, todos vão subir, mas homens e brancos primeiro” aponta Lucia Garcia, do Dieese, em reportagem do Globo. “O desemprego alto afeta todos, nivela por baixo. Quando a taxa de desemprego cai, atinge de maneira mais persistente os grupos sociais mais vulneráveis”, analisa, ao afirmar que “não há dúvida que há um processo discriminatório”: “Não é por causa de escolaridade, em condições iguais o negro perde”. 

Com informações do Globo

25/07: Dia Latino Americano e Caribenho de Luta da Mulher Negra

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Foi num 25 de julho (em 1992) que representantes de 70 países se reuniram no 1º Encontro das Mulheres Negras, Latinas e Caribenhas, na República Dominicana, para dizer basta às opressões racista e machista. Opressões em muito agravadas pela própria exploração capitalista.


Não às senzalas modernas da escravidão sexual!
Estamos nas ruas para que não sejamos mais vistas como “a carne mais barata do mercado”. Em defesa das mulheres que sofrem com a violência da prostituição; das que sofrem com estupros; das que são criminalizadas pelos abortos clandestinos; das que não encontram casas abrigo nem delegacias femininas 24h e das que, por serem lésbicas ou transexuais, sofrem uma terceira forma de opressão, além do racismo e do machismo.

E para defendê-las só há um caminho: o da luta por investimentos em políticas públicas para as mulheres e, também, para que as reparações raciais que possam dar às mulheres negras o direito a um outro futuro.
Reivindicamos que Dilma vete o estatuto do nascituro e o “bolsa estupro”. Estamos a favor da defesa das mulheres em situação de prostituição, mas somos contrárias à regulamentação da prostituição como profissão. Entendemos que nós, mulheres negras, temos o direito de decidir sobre nossos próprios corpos, mas rejeitamos o avanço do processo de mercantilização de nossas vidas e sexualidade.


Não às correntes do subemprego!
Na América Latina existem 14 milhões “empregados domésticos”, sendo que mais de sete milhões deles estão no Brasil, onde 93% são mulheres e mais de 60% delas são negras. Contudo, a “PEC das Domésticas” quer assegurar os “direitos” dos patrões, e não das trabalhadoras: legaliza às 44h semanais de trabalho, o banco de horas, a desoneração do empregador em 12% do recolhimento para o INSS e a isenção da multa a ser paga em casos de demissões injustificadas.

É preciso acabar com os grilhões da escravidão aos quais insistem em nos acorrentar e condenar por sermos mulheres e por sermos negras!


Em defesa da vida, da liberdade e de direitos
As mulheres negras e jovens estão constantemente expostas às violências sexual e policial, acobertadas e mantidas pelo governo de Alckmin e pelo silêncio cúmplice de Haddad. Num pais, onde um jovem negro tem 139% mais chances de ser assassinado que um branco, todos os dias, mulheres sofrem com a perda de seus filhos, irmãos e companheiros. 

Mulheres e jovens negras também são a maioria nos estágios temporários, telemarketings e empresas terceirizadas, mas são as que menos estão presentes dentro das salas de aula das universidades públicas. 
Também a imensa maioria nos serviços públicos, no setor de serviços e na educação pública, principalmente nos anos iniciais. E não é por acaso que os salários desta categoria são os mais baixos dentre os que exigem uma formação superior, como também seja a que menos tem direitos.

No estado de São Paulo, hoje, cerca de 50 mil professores(as) têm um contrato altamente precarizado, a chamada “categoria O”, sem direito sequer à licença maternidade de seis meses. Por isso, também estamos na luta contra a precarização das condições de vida e trabalho.

Por isso, para nós, o 25 de julho tem que ser um dia de muita luta, que esteja a serviço de organizar negras e negros, trabalhadores e jovens. Inclusive para que, no dia 30 de agosto, construamos juntos um novo dia nacional de paralisações.


A nossa luta é de raça e classe!
Lutamos ao lado daqueles que são contra a opressão e a exploração. O capitalismo tenta transformar negras e negros em seres humanos de segunda classe, empobrecidos, excluídos e marginalizados. Suas ideologias, que dizem que isto é “natural”, legitimam o racismo e o machismo para explorar ainda mais milhões de mulheres. Destruir essa ideologia é tarefa dos homens e mulheres da classe trabalhadora, independente de governos e patrões e ao lado dos demais setores oprimidos.

Nossa luta é a luta das Dandaras, Anastácias, Rosas Parks e Luizas Mahins. Mas também de Zumbi, de João Cândido e Luis Gama. Nossa luta tem a resistência e a rebeldia das Haitianas que enfrentam, por mais de nove anos, a truculenta ocupação militar do Brasil no Haiti!


Viva a luta das mulheres negras latino americanas e caribenhas!
  • Por um modelo econômico que atenda à necessidade das trabalhadoras e jovens negras; que deixe de priorizar os bancos, a Copa e a dívida externa e que invista nos serviços públicos de saúde, moradia, transporte, educação e nas políticas públicas de reparação ao povo negro.
  • Contra a violência e a exploração sexual! 
  • Dilma vete o estatuto do nascituro e a bolsa estupro! Pelo direito de decidir: anticoncepcionais para não engravidar, educação sexual para decidir, aborto legal e seguro para não morrer! Creches públicas, já! Em defesa das prostitutas, contra legalização da prostituição!
  • Pela revisão da PEC das empregadas domésticas. Garantia dos direitos trabalhistas e proteção social às empregadas domésticas como os garantidos pela CLT!
  • Contra as políticas dos governos estaduais e municipais de extermínio e violência policial aos negros. Punição imediata dos assassinos. Desmilitarização imediata das políticas. Contra a redução da maioridade penal.
  • Por um verdadeiro estatuto da igualdade racial! Cotas raciais nas universidades e concursos públicos, com reserva de vagas proporcionais à população negra de cada estado. Pelas titulações das terras quilombolas e indígenas!
  • Contra o machismo, o racismo, a homofobia, a lesbofobia e a transfobia! Por um Estado Laico! Fora Feliciano!
Movimento Mulheres em Luta (MML); Quilombo Raça e Classe e ANEL

Confira o Boletim Nacional do MML - Nº 7

segunda-feira, 15 de julho de 2013


13 de maio: seguir a luta contra o racismo e a exploração

segunda-feira, 13 de maio de 2013


O dia 13 de maio é reconhecido por ter sido o dia em que a Princesa Isabel, em 1888, assinou a Lei Áurea, que findou, do ponto de vista institucional, a escravidão no Brasil. Entretanto, há muitas contradições nesta data.

A primeira é que a “história oficial” acabou por fazer da Princesa Isabel uma heroína da luta contra a escravidão, o que não é verdade. Essa conquista é fruto da luta de diversos heróis negros escravos e ex-escravos que em alguns casos deram sua vida pelo fim dessa exploração baseada no racismo e na discriminação do povo negro.

É verdade que em fins do século XIX, muitos burgueses e latifundiários já não viam mais na forma de trabalho escravo o caminho para ampliação de seus lucros. Mas não fosse a luta incansável de diversos nomes da história da luta contra a escravidão no Brasil, como Zumbi dos Plamares, Luiza Mahin, Dandara, etc, esta conquista não aconteceria. As leis anteriores que caminhavam no sentido da abolição da escravatura, como a Lei do Ventre Livre, ou a Lei do Sexagenário, também foram fruto e conquista dessa história de lutas.

Outra contradição importante é que a abolição da escravatura oficial não significou naquele momento e até hoje, o fim do racismo. A abolição foi um evento histórico que deu base para a criação do mito da igualdade racial no Brasil. A população brasileira é extremamente miscigenada, sobretudo com o povo negro que durante centenas de anos construiu o país com a força de seu trabalho, explorada de forma escrava pela burguesia brasileira. Com base nisso, construiu-se a ideia de que todos são iguais e a presença constante dessa concepção nas diversas Constituições brasileiras do fim do século XIX para cá serviu para sustentar a falsa ideia de que não há desigualdade entre negros e brancos no Brasil.

No entanto, o mito da democracia racial mascara o destino de milhares de negros e negras e por consequência de seus descentes que até hoje sofrem com a exploração e com racismo. Como disse Aliado G, do grupo de rap Face da Morte: “o que um dia foi Quilombo, hoje em dia é favela”, e desde o século XIX, a população negra brasileira foi jogada na marginalidade, sem direito a emprego, trabalho, moradia digna.

Hoje, a população brasileira é na sua maioria negra, mas os negros e negras são os mais presentes na informalidade, nos índices de baixos salários e desemprego. As populações quilombolas seguem na luta, se enfrentando com governos do PT, em esfera federal e dos partidos da oposição burguesa, em esferas estaduais e municipais, para obterem a posse dessas terras, conquistarem a demarcação desses espaços.

A luta por cotas nas universidades evidencia o histórico de marginalização da população negra, ao passo que também demonstra a que ponto está a sociedade brasileira para se enfrentar com o problema do racismo. Este debate surgiu em meados da década de 90 e recebeu, em um primeiro momento, uma repulsa muito grande de governos e setores dominantes da sociedade, trazendo a tona argumentos dos mais reacionários. Desde então, o movimento negro lutou, sobretudo os setores do movimento que não se entregaram ou se renderam a governos identificados historicamente com a esquerda, como o governo do PT, que muito pouco fez para reparar os séculos de história de exploração e opressão do povo que construiu o Brasil com suas mãos.

Fruto dessa luta, no ano passado vimos a aprovação das cotas nas universidades federais, uma conquista muito importante, que segue recebendo ataques de setores reacionários, como a reportagem da Folha de São Paulo que levantou a ideia de que os cotistas são os que possuem as piores notas. Mas essa conquista não terá consequências positivas para a inserção real da juventude negra nas universidades se não houver uma ampliação significativa do investimento em Educação, que hoje se configura na luta pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já.

Da mesma forma, essa conquista pouco se efetivará se não vier acompanhada de medidas sociais que ampliem emprego e oportunidades para que a população negra se insira no mercado de trabalho formal, assim como medidas que ampliem os direitos da classe trabalhadora de conjunto, da qual a população negra é a maior parte.

Com essas medidas reais é que será possível combater a ideologia que inferioriza e discrimina a população negra brasileira, que promove para as mulheres negras as piores condições de trabalho, uma grande presença no mercado da prostituição, combinando ao racismo e à exploração, a ideologia machista que também discrimina, violenta e mata as mulheres negras.

O 13 de maio deve lembrar essa perspectiva de luta: de que ainda há muito o que fazer para acabar com o racismo no Brasil, e que o caminho é a luta unida de mulheres e homens, negros e brancos da classe trabalhadora.

Blog nacional do MML: www.mulheresemluta.blogspot.com 

Pelo fim dos trotes racistas e machistas na UFMG! Fora Feliciano!

segunda-feira, 25 de março de 2013

A ANEL Minas está à frente da campanha contra os trotes racistas e machistas praticados contra calouros na UFMG e em diversas universidades. No dia 21/3, Dia Internacional de Combate ao Racismo, a entidade organizou um ato de repúdio e em defesa dos estudantes oprimidos, que contou com a participação e apoio de diversos CAs, DAs, movimentos sociais, Movimento Mulheres em Luta, Quilombo Raça e Classe e entidades da CSP-Conlutas.

O problema ganhou peso quando fotos de um trote na calourada da Faculdade de Direito da UFMG, realizado em 15/3, escandalizaram internautas nas redes sociais e foram parar nas páginas dos jornais. O conteúdo, extremamente racista e facista, mostrava uma estudante pintada como "Chica da Silva", acorrentada pelo pescoço, e um grupo de estudantes fazendo a saudação nazista dos tempos de Hitler. Logo após o escândalo da Faculdade de Direito, no Centro Pedagógico um professor foi denunciado por ter chamado um aluno negro de "macaco". A ANEL exige a punição dos envolvidos e que a Reitoria tome medidas para acabar com esse tipo de trote.

Os movimentos sociais e contra a opressão não podem se calar diante da realidade de que o racismo, o machismo e a homofobia estão cada vez mais fortes, dentro e fora dos portões da universidade. Há tempos o MML e a ANEL denunciam o problema das estudantes humilhadas e expostas nos trotes machistas e das agressões contra lésbicas e gays dentro da universidade. "A juventude negra não se encontra na universidade, aliás muito distante do acesso a educação pública e de qualidade, a juventude negra está sendo assassinada todos os dias nas periferias da cidade. É dever do movimento estudantil  lutar por uma sociedade justa, em que  não haja diferença entre raças ou gêneros" (nota da ANEL Minas).

Nesse cenário, ter um reacionário como Marcos Feliciano (PSC) na Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados é uma afronta aos movimentos sociais e contra a opressão. Desde que tomou posse, as declarações racistas, homofóbicas e atrasadas do pastor causam repúdio e os atos pelo "Fora Feliciano" ganham repercussão em todo o País. Políticos como ele, a mídia, a publicidade, impunidade, só reforçam e encorajam atitudes e agressões aos negros, às mulheres e LGBTs de nosso País. Por isso:

Se Dilma não tira, os movimentos 
sociais vão tirar! 
Marcos Feliciano não nos representa!

Pelo fim de toda forma de machismo, racismo e lesbo/homofobia!

Confira nota dos movimentos de mulheres pelo Fora Feliciano

BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E A POPULAÇÃO NEGRA!

sábado, 24 de novembro de 2012


20/nov: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
25/nov: DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O racismo e o machismo são formas de violência que atingem principalmente a população trabalhadora e pobre. A situação dos negros e mulheres sob o governo Dilma continua grave, com cortes de verbas da Educação, Saúde e políticas para as mulheres. Além disso, a política dos governos para a Copa e Olimpíadas é “higienizar” as cidades, expulsando a população pobre e negra e favorecendo a especulação imobiliária. Por isso, precisamos nos unir e lutar.

Não ao despejo de 470 famílias das com. Camilo Torres, Ir. Dorothy e Eliana Silva!
Há mais de 4 anos, essas famílias ocuparam terrenos abandonados na região do Barreiro. Cerca de 70% dos lares são chefiados por mulheres pobres e trabalhadoras, em sua maioria negras. Agora, essas famílias podem ficar sem onde morar porque a Justiça e a Prefeitura estão do lado dos especuladores, e não ao lado do povo.


BH não quer quem bate em mulher!
Belo Horizonte é a capital da Região Sudeste com maior índice de violência contra a mulher: todos os dias, 25 são agredidas e, a cada 5, uma é cruelmente morta. A maioria das que sofrem violência são negras, e as agressões contra as lésbicas só vêm aumentando. O Brasil é o 7º país do mundo com maior taxa de violência contra a mulher, o que demonstra que sequer a aplicação da Lei Maria da Penha tem sido garantida pelos governantes.

Pela real aplicação da Lei Maria da Penha, com punição dos agressores e proteção eficiente da mulher que denuncia! Atendimento social, psicológico e policial adequado, mais casas abrigo! NÃO à qualquer forma de violência contra mulheres, negros e população LGBT!

Chega de violência e extermínio da população negra e indígena!
A ameaça de despejo nas ocupações em BH é parte de um projeto maior que está a serviço dos grandes empresários, fazendeiros e especuladores do País afora. A insensibilidade em titularizar os terrenos das comunidades quilombolas, a expulsão dos índios de suas terras nativas, a “limpeza” dos centros urbanos, os jovens mortos nas favelas, tudo para favorecer os ricos que, estes sim, irão ganhar muito dinheiro com Copa do Mundo e Olimpíadas. Com a aproximação desses grandes eventos que deveriam ajudar a melhorar a vida dos trabalhadores, a repressão aos pobres e negros está crescendo a cada dia.

Pela demarcação das terras quilombolas e indígenas! Contra o genocídio da população negra nas favelas e periferias!

DOMINGO, 25/11, ÀS 13H
ABRAÇO ÀS OCUPAÇÕES CAMILO TORRES, IRMÃ DOROTHY E ELIANA SILVA
convocado pelo Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações-BH, pelas três comunidades e apoiadores.

ASSINAM ESTA CARTA:
Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel) - Coletivo Nada Frágil - Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG) - Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas - Movimento Olga Benário - Quilombo Raça e Classe - Rede Feminista de Saúde - Sindeess/BH - Sindsaúde Contagem - Sindrede/BH

MML se prepara para 25/11: Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher

domingo, 18 de novembro de 2012


20/11: Dia da Consciência Negra

domingo, 20 de novembro de 2011

O dia 20 de Novembro é comemorado como Dia da Consciência Negra porque é a data de morte de Zumbi dos Palmares, um lutador que enfrentou o racismo e a exploração das elites e lutou contra a escravidão organizando o maior quilombo da história do nosso País. Dandara e outras mulheres também foram lideranças dessa resistência e registraram na história a força das mulheres negras na luta contra a opressão e a exploração.

Para celebrar esse dia, diversos atos e manifestações estão sendo realizadas em todo o País. Para o membro do Quilombo Raça e Classe, Julio Condaque, nesse dia, todos devem se manifestar em defesa dos negros e contra a discriminação.”Vamos ocupar as ruas nesse 20 de Novembro e expressar a resistência do povo negro e denunciar os ataques aos direitos da população negra trabalhadora, as falsas políticas dos governos e a violência e criminalização da pobreza e dos movimentos”, ressaltou. Condaque acredita a população deve travar um combate contra o racismo em defesa da construção de uma sociedade realmente socialista e com democracia operária.

O capitalismo, mesmo sistema social que escravizava, explorava e humilhava o povo negro continua existindo, explorando e oprimindo os trabalhadores e trabalhadoras negros e negras. Hoje, uma mulher negra recebe até 70% menos do que um homem branco. Também são as mulheres negras que mais sofrem com a violência machista. No dia 20, estamos nas ruas, na Marcha da Periferia, realizada em alguns estados, organizada com homens e mulheres trabalhadores do Quilombo Raça e Classe da CSP Conlutas.

Fonte: www.cspconlutas.org.br 

 
Mulheres em Luta MG © 2012 | Designed by Bubble Shooter, in collaboration with Reseller Hosting , Forum Jual Beli and Business Solutions