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25/8: Sind-Rede/BH e MML realizaram atividade para reunir mães e professoras da Educação Infantil

sexta-feira, 31 de agosto de 2012



Em BH e diversas outras capitais do País, 25 de agosto, Dia Nacional da Educação Infantil não foi uma data para festas, mas para lutar e reivindicar direitos. Na capital mineira, o Sind-Rede/BH (sindicato que representa as professoras da Educação Infantil) e o Movimento Mulheres em Luta realizaram uma atividade no Parque Municipal da cidade, com o objetivo de reunir professoras da Educação Infantil, mães e pais, estudantes e ativistas. E conseguiram: brincadeiras, pula-pula, piscina de bolinhas, tudo para a meninada se divertir... enquanto isso, as mulheres se informavam e debatiam os diversos aspectos da luta por Educação Infantil pública e gratuita para todas as crianças.

Participaram centenas de pessoas, entre educadoras, mães e crianças que passeavam pelo parque. Houve UMEIs (Unidades Municipais de Educação Infantil) que levaram os alunos e pessoas da comunidade. Estudantes e pesquisadores da UFMG e de faculdades privadas também estiveram presentes, além do Fórum Mineiro de Educação Infantil, CSP-Conlutas e Sindeess/BH, organizações que também ajudaram a convocar o evento.



“Foi um dia muito importante para as educadoras e a comunidade, pois a pauta da Educação Infantil pública, de qualidade e para todos interessa a toda a população, é uma luta comum, e estamos conseguindo dar os primeiros passos para isso e para que a população entenda e apoie a luta das professoras por melhores salários, que é a mesma luta deles por acesso e qualidade”, afirmou Mônica Mainarte, membro do Sind-Rede/BH e da Executiva do MML em Minas.

Em BH, como em outras cidades do País, faltam vagas para 83% das crianças de 0 a 6 anos na cidade. A Prefeitura inaugura UMEIs a passos lentos e, ainda por cima, está ampliando por meio de Parcerias-Público Privadas (ou seja, os serviços das escolas serão administrados por empresas privadas). Outro problema é que o atendimento nas turmas a partir de 3 anos é apenas em meio período, o que não atende às mães/pais que trabalham o dia inteiro e tem gerado, na verdade, esvaziamento de turmas. “Meu filho passará a ser meio período no ano que vem, e muitas mães e pais estão desesperados pois não terão como trazê-los e também com quem deixar a criança no outro período”, informou Lívia Furtado, que possui filho matriculado em UMEI e também é membro da Executiva Estadual do MML.

25/8: DIA DE LUTA por uma Educação Infantil pública e de qualidade para todas as crianças!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Dia Nacional da Educação Infantil
é DIA DE LUTA

Sábado, 25/8, de 9h às 12h
Local: Parque Municipal - BH


Atividades de recreação para as crianças
Rodas de conversa com os participantes

Convidamos mães, pais, educadoras infantis, estudantes, trabalhadoras da nossa cidade, todos os interessados em debater e lutar por vagas e qualidade nessa fase tão importante da educação de nossos filhos. Em BH, o déficit de vagas nas UMEIs chega a mais de 80% das crianças de 0 a 6 anos. Em todo o País, a ausência de vagas nas escolas infantis públicas é um dos principais problemas para a mulher trabalhar e se manter em seu emprego. Além da reivindicar vagas, há muito o que fazer para ampliar o atendimento e valorizar as educadoras infantis! Educação infantil pública e de qualidade é um direito!

Que Educação Infantil você quer? Venha discutir com a gente! Traga seus filhos e sua disposição de luta!

Convocação:
Movimento Mulheres em Luta
CSP-Conlutas
Sind-Rede/BH
Sindeess/BH
Fórum Mineiro de Educação Infantil
ANEL - Assembleia Nacional de Estudantes Livre

1º Seminário Estadual é sucesso e aponta dia de luta

segunda-feira, 30 de julho de 2012


Diversidade de opiniões, vontade de lutar por uma Educação Infantil universal e de qualidade. O sucesso do 1º Seminário Estadual “Educação Infantil: diversos olhares, uma só luta”, ocorrido em 21 de julho de 2012, em BH, foi expressão disso e do quanto o tema é importante para diversos segmentos da nossa sociedade. Foram 65 participantes (em sua maioria mulheres): mães e pais, educadoras infantis, professoras, assistentes sociais, estudantes, ativistas e militantes de sindicatos, associações e movimentos sociais.


O Seminário foi realizado pelo Movimento Mulheres em Luta, Sind-Rede/BH e CSP-Conlutas. Estiveram representadas 18 entidades e movimentos, com importante participação de BH, Juiz de Fora, Divinópolis, Contagem, Santa Luzia e Barão de Cocais. As estudantes de Pedagogia e Serviço Social representaram quase 50% dos participantes. A presença das educadoras infantis também foi muito positiva: foram 20 educadores/as ao todo, sendo boa parte de escolas infantis municipais de BH e interior. Duas educadoras ligadas ao SEPE/RJ também prestigiaram o evento.

Na avaliação final do Seminário, os participantes elogiaram a qualidade das exposições sobre o tema e também a estrutura do evento, que contou com cuidadoras para as crianças e também ajuda de custo para o almoço. As principais indicações: dar continuidade à luta no dia 25 de agosto, Dia Nacional da Educação Infantil e realizar um 2º Seminário sobre o tema!

Painel da manhã trouxe informações raras e importantes

Na parte da manhã, houve painel com Érika Andreassy, do Ilaese (Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos), Lívia Furtado, do Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas, e Mônica Mainarte, do Sind-Rede/BH. A apresentação de Érika, pelo Ilaese, discorreu sobre as políticas nacionais de financiamento da Educação Infantil, explicando o porquê da falta de vagas e da precarização dessa fase do ensino na história até os dias de hoje. Também abordou os cortes de verbas da presidente Dilma e a promessa, longe de ser cumprida, de construção de 6 mil escolas infantis em todo o País.

Abrindo a mesa pelo MML, Lívia abordou como a falta de escolas infantis afeta a vida das mulheres, principalmente as trabalhadoras e pobres, apontando como essa luta tem um caráter importante para a parcela feminina da nossa sociedade. “É uma luta que precisa unir educadoras e famílias, principalmente as mães, cada setor apoiando o outro em prol da construção de uma pauta comum: a educação infantil para todas as crianças, de qualidade, com professoras valorizadas”, afirmou.

Pelo Sind-Rede/BH, Mônica apresentou os aspectos da luta das educadoras infantis na capital, a concepção de Educação Infantil e batalha permanente pela valorização das profissionais das escolas. Luta contra a obrigatoriedade de matrícula de crianças de 5 anos no Ensino Fundamental foi um ponto de destaque. Em julho, a Secretaria de Estado da Educação de MG publicou a determinação de que todas as crianças que irão completar 6 anos em 2013 devem se matricular no ensino fundamental, adiantando em 1 ano a idade de matrícula praticada. Decisões desse tipo estão sendo implementadas em outras cidades pelo País. Além de prejudicar o desenvolvimento na primeira infância, no ensino fundamental as condições estão mais precárias, com salas mais cheias e professores sobrecarregados.

Em BH, o cumprimento da decisão já estava anunciado pela Prefeitura, mas foi paralisado temporariamente. “Aqui e em todo o País, é preciso mobilizar a comunidade para não deixar que essa política vá para frente”, disse Mônica durante o Seminário. “Criança de 5 anos precisa estar na Educação Infantil, e os governos precisam garantir vagas para todos, e não transferi-las precocemente para o ensino regular, que tem outras práticas pedagógicas”, explicou a professora e diretora sindical.

Grupos aprofundaram os temas e indicaram ações: 25 de agosto é dia de luta!

Na parte da tarde, os participantes se dividiram em 3 grupos sobre os temas: Luta pela Educação Infantil pública nos municípios / Luta por creches nos locais de trabalho / Políticas diferenciadas de acesso e atendimento para estudantes e outros setores, como as trabalhadoras do turno da noite, políticas de inclusão etc. Os grupos, além de aprofundar os temas, tiraram diretrizes e ações concretas para a luta nos municípios, empresas e escolas.

O Dia “D” dessa luta é o dia 25 de agosto, Dia Nacional da Educação Infantil, onde os participantes e entidades farão atos e atividades por todo o estado, regionalizando as ações e envolvendo outros setores. A indicação é trabalhar também com as reivindicações elaboradas nos grupos, entregando a pauta às empresas, faculdades e governos, bem como para os candidatos nas eleições municipais. Cada setor pode fazer a atividade que for possível: debates, palestras, panfletos, atos. Em BH, está sendo organizado um ato no dia 25, pela manhã, na Praça 7. Mais informações em breve!

Que Educação Infantil você quer?

terça-feira, 10 de julho de 2012


Inscrições gratuitas até 18/7, pelo e-mail seminarioeducainfantil@gmail.com 
Informar se precisará levar filhos e qual a idade de cada um. O evento disponibilizará cuidadoras para que mães e pais possam participar com tranquilidade!


PROGRAMAÇÃO

8h às 9h - Café da manhã
09h às 12h - Painel Olhares sobre Educação Infantil: história, dados e enfoques
Convidados (em confirmação): Ilaese (Instituto Latino Americano de Estudos socioeconômicos), Promotoria da Educação (Ministério Público Estadual), NEPEI-UFMG e movimentos sociais.

12 às 13h: Almoço

13h às 14h: Grupos de discussão
1) A Educação Infantil Pública nos municípios
2) Luta por creches/escolas infantis no local de trabalho
3) Estudantes e trabalhadoras: políticas de acesso e atendimento

14h às 15h - Relato dos grupos e propostas de encaminhamentos - PLENÁRIA






Nota de apoio à greve da Educação Infantil em BH

terça-feira, 10 de abril de 2012

Educação Infantil de qualidade:
só com professora valorizada!

Declaramos todo o apoio à luta das(os) educadoras(es) infantis de Belo Horizonte, que se encontram em greve há mais de 20 dias devido ao desrespeito com que são tratadas(os) por parte da PBH e sua Secretaria de Educação. A Prefeitura se nega a considerá-las como professoras e a igualar suas carreiras e salários com os professores municipais – uma luta antiga das educadoras, que possuem a mesma formação profissional (ensino superior) e ganham cerca de 40% menos que os professores do ensino fundamental.

O prefeito Márcio Lacerda se recusa a negociar, ataca o direito de organização e luta das professoras com medidas de repressão interna e mente para a imprensa e para a população dizendo que já apresentou sua proposta – um projeto que apenas muda a nomenclatura do cargo de educadora, mas não unifica as carreiras e não iguala os salários com os demais professores.

O fato de essa ser uma categoria essencialmente feminina, e a concepção machista de que “cuidar” de criança é função de mulheres e, portanto, uma função menos qualificada, contribuem para fortalecer a política de desvalorização dessas profissionais implementada pela PBH. Muitos consideram a Educação Infantil como extensão do trabalho feito pela mulher em casa ou, simplesmente, vêem as UMEIs como local para deixar seus filhos enquanto vão trabalhar.

Nós, do Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas, nos solidarizamos com a indignação das educadoras e chamamos todas as mulheres a apoiar essa greve, que é parte da luta pelo direito à Educação Infantil para seus filhos, com vagas para todos e com a qualidade que essa etapa do ensino merece. E não há escola infantil de qualidade sem profissionais valorizados! A luta das educadoras infantis também é parte da luta de todas as mulheres por salários melhores e por terem suas profissões valorizadas – pois as profissões ditas “femininas” ainda continuam sendo as mais desvalorizadas e mal pagas no mercado!

Todo o apoio à greve! Viva a luta das Educadoras Infantis!
Pelo direito de luta e organização sindical!
Contra a repressão e as mentiras da PBH!

Promessa de Dilma está ameaçada

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Durante sua campanha eleitoral, Dilma Roussef, a primeira mulher a ser eleita presidenta do Brasil, prometeu a construção de 6427 novas creches, através do Projeto PróInfância, que visa repassar recursos da União aos municípios, com o objetivo de construir mais creches em 2249 municípios.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, para atingir este objetivo, seria necessário erguer 5 novas creches por dia até 2014, o que pelo ritmo do governo se mostra muito difícil. O governo empenhou 2,3 bilhões de reais para garantia da promessa, mas apenas 383 milhões foram pagos pelo FNDE (Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação, responsável pelo PróInfância). No primeiro ano de governo Dilma, nenhuma obra foi entregue.

Leia a matéria completa no blog nacional do Movimento Mulheres em Luta.

Agenda do MML em novembro

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novembro/2011:

03/11 - Discussão sobre o filme "Terra Fria". Local: SINTEMMD -  Divinópolis

09/11 - Reunião do MML e da campanha por creches em Congonhas.

20/11 - Dia da Consciência Negra

21/11, às 19h - Mesa de debate sobre a situação da mulher em Divinópolis - Local: Antiga FADOM (R. Rio Grande do Sul, 759, Centro, Divinópolis)

25/11, 15h - Ato unificado com os movimentos feministas e raciais de BH - Local da concentração: Sede do Tribunal de Justiça de MG (Av. Afonso Pena, em frente ao Parque Municipal, Centro, BH).

25/11, 18h30 - Mesa "Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha". Local: SindRede/BH (Av. Amazonas, 491 - 10º andar, Praça 7 - BH/MG).

Durante todo o mês: participação na coleta de votos para o Plebiscito pelo investimento de 10% do PIB na Educação.


Dezembro/2011:

04/12 - Encontro do MML em Juiz de Fora (em breve mais informações).


Atenção mulherada que está construindo o MML em sua cidade, qualquer atividade que não esteja nesta agenda, enviem para que possamos publicar aqui! 
E-mail: mmlutamg@gmail.com.

Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!

domingo, 13 de novembro de 2011

Desde o dia 6/11, trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil estão colhendo votos para exigir a ampliação do investimento em Educação para 10% do PIB para a Educação Pública. A pergunta do plebiscito é: “Você é a favor do investimento de 10% do Produto Interno Bruto do Brasil para a educação pública já?". A resposta é SIM!

Embora seja um direito fundamental de cada brasileiro e brasileira, a educação pública em nosso País anda muito mal. O Brasil possui cerca de 14 milhões de analfabetos e cerca de um quarto da população não tem acesso à escolarização mínima. As escolas públicas estão sucateadas, os salários dos professores são vergonhosos, as salas estão superlotadas. As universidades públicas também estão ameaçadas por ampliações mal planejadas, sem o devido investimento em professores e infra-estrutura.

Quando se fala em Educação Infantil, o quadro não poderia ser mais grave: estudos mostram que, em média, 80% das crianças brasileiras de 0 a 6 anos não freqüentam escolas de educação infantil. Ao mesmo tempo, diversas pesquisas revelam o quanto o aprendizado na “primeira infância” é fundamental para o desenvolvimento da criança. A Lei da Diretrizes e Bases da Educação (LDB, 1996) determina que a Educação Infantil deve ser garantida pelo Estado, mas não é isso o que ocorre. Em Belo Horizonte, por exemplo, o déficit nas escolas infantis públicas é de cerca de 185 mil vagas. Em Minas, há muitas cidades que sequer possuem creches mantidas pelas prefeituras.

Isso ocorre porque os governos têm outras prioridades e preferem não favorecer os trabalhadores e seus filhos. Atualmente, no máximo 5% do PIB vai para a Educação pública em geral. Este ano, Dilma cortou R$ 3 bilhões da Educação (sendo R$ 50 bi do orçamento em geral) e destinará 49,15% do nosso orçamento para pagar a dívida do País com os banqueiros. Todo novo governo promete resolver o problema da Educação pública, mas não queremos mais promessas e por isso exigimos 10% do PIB para a educação pública JÁ!

Convocamos todas as trabalhadoras a se integrar e construir esse plebiscito! A falta de investimentos em Educação afeta principalmente as mulheres, que ainda são as principais responsáveis pela educação de seus filhos e são as que mais sofrem com a falta de condições para se formar e obter salários mais dignos. O Anuário das Mulheres Brasileiras, lançado este ano pelo governo federal em parceria com o Dieese, comprova que a falta de creches é a principal dificuldade para a mulher trabalhadora brasileira conseguir emprego ou se manter empregada. Somado a isso, as trabalhadoras da Educação Infantil possuem péssimas condições de trabalho e os piores salários. Por ser associado a uma tarefa feminina, este ofício sofre um grande desprestígio e é um dos cargos educacionais mais precarizados em nosso País.

Por tudo isso, baixe os materiais no blog nacional do Movimento Mulheres em Luta ou da CSP-Conlutas, vá para seu local de trabalho, sua escola e recolha muitos votos, para dizermos em alto e bom som para o governo de Dilma:

Queremos 10% do PIB para a Educação Pública Já!

Universalização das vagas da Educação Infantil para todas as crianças de 0 a 6 anos, com qualidade, nos três turnos e com salários dignos para as educadoras!


Saiba mais sobre a campanha e baixe os materiais em:
www.dezporcentoja.blogspot.com/
www.cspconlutas.org.br
www.mulheresemluta.blogspot.com

2ª Reunião do MML em Divinópolis. Participe!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011



DATA: 17/10/2011
HORÁRIO: 18 HORAS (SEIS HORAS DA TARDE)
LOCAL: Sede do SINTEMMD/MG
Rua Goiás, 626 – salas 410/412- Centro de Divinópolis,
Prédio da antiga Admóveis, em frente o Magazine Luiza

Pauta:


- Conjuntura sobre a realidade vivida pelas mulheres atualmente

Apresentação de dados do IBGE -  censo 2010 sobre o número de mulheres em Divinópolis(saúde, Educação, Gênero e Raça; atividade); Apresentação de pesquisa feita por um grupo de Professoras Municipais sobre a História da População Negra (pesquisa com o corte de Gênero/Raça e Classe) em Divinópolis e na Região, desde final do séc XVIII até hoje . 
- Mobilização por Creche e Educação Infantil Pública, bem como pela valorização das profissionais de Educação Infantil Municipal 
- Preparar atividade para a Semana da Consciência Negra (20 de Novembro 
- Outros informes da Direção do MML no Estado.


Participe!!!

Maiores informações com:
Cida : 0XX(37)8424-4950
Denísia: 0XX(37)8414-1690
Milena: 0XX(37)9961-0298

Educação Infantil: um direito que os governos não garantem

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Raio X da Educação Infantil em BH

200 mil crianças de 0 a 6 anos em BH
Apenas 15 mil estão em escolas infantis públicas
80% das crianças não frequentam nenhuma escola nessa idade
54 UMEIS (mantidas pela Prefeitura)
600 escolas particulares
As professoras das escolas infantis recebem 50% menos que as do ensino fundamental
Esse é o retrato da Educação Infantil em Belo Horizonte: descaso por parte dos governos, poucas vagas, desvalorização dos profissionais. Isso é assim porque essa etapa da educação tem sido deixada de lado, recebe pouquíssimas verbas, os governos não entendem que é uma fase fundamental para a criança. Como os ricos podem pagar ótimos jardins de infância, o pobre que se vire, não é?
A situação é grave por que:
- As crianças mais pobres estão tendo um direito negado. Aquelas que frequentam escolas nessa fase tem suas potencialidades mais desenvolvidas, além de já aprender a conviver com outras crianças, a respeitar regras e limites.
- Além disso, muitos acidentes e agressões acontecem por que os filhos têm que ser deixados com pessoas despreparadas;
- Você que é mãe e tem filhos nessa idade sabe o aperto de passa para poder ir trabalhar: precisa deixar os filhos com alguém, família, vizinhos, ou então pagar uma escolinha particular (cara, e nem sempre de qualidade).
- Felizmente, as poucas escolas da Prefeitura existentes (as UMEIS) contam com profissionais preparadas e com ensino superior. Mas, com os salários baixos e a sobrecarga de trabalho, acabam escolhendo outra profissão. Pelo contrário, elas deveriam ser mais valorizadas: elas têm a dupla função de CUIDAR E EDUCAR dos nossos filhos, em salas cheias, com espaço e estrutura nem sempre adequados.
Qual é a saída?
Nós, trabalhadores, mães, pais, educadoras infantis, temos que nos unir para mudar essa realidade para toda uma geração de crianças que sofre e sofrerá muito com esse descaso. A luta não será fácil: a presidenta Dilma acaba de cortar R$ 3 bilhões da Educação este ano; a PBH está aprovando um projeto que diminuirá o orçamento para Educação na cidade; a Prefeitura anuncia a ampliação das escolas infantis, mas como fará isso com orçamento mais apertado? Queremos Educação Infantil para todas as crianças, mas também com qualidade e valorização das profissionais!
Por isso estamos dando os primeiros passos na criação do Comitê de Luta Pró-Educação Infantil. Vocês estão convidados a participar dessa organização que lutará pelo direito dos filhos de milhões de trabalhadores e trabalhadoras dessa cidade!

Movimento Mulheres em Luta - MG

 
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