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30 de agosto incorpora luta por Salário Igual para Trabalho Igual

terça-feira, 23 de julho de 2013

O dia 11 de Julho marcou a história das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil. As manifestações de Junho contra o aumento das passagens colocaram em evidência outras demandas muito importantes da classe trabalhadora brasileira, como a luta pelo aumento dos salários, pela redução da Jornada de trabalho, por mais dinheiro para Saúde e Educação, etc.

A CSP-Conlutas, corretamente, fez um chamado para as demais Centrais Sindicais para realizar um grande dia nacional de lutas, greves e paralisações, com a preocupação de colocar a classe trabalhadora em cena e com isso, dar mais peso para as reivindicações que as manifestações de Junho colocaram em evidência.

Dessa forma, o dia 11 viu milhares de trabalhadores e trabalhador as cruzarem os braços e pararem a produção no Brasil. As mulheres trabalhadoras foram protagonistas especiais, compondo as manifestações e colocando sua força a serviço da luta por direitos.

Logo após o dia 11, as Centrais se reuniram novamente e definiram um novo dia de lutas, greves e paralisações. Para a CSP Conlutas, a perspectiva é de que as lutas se fortaleçam no sentido de realizarmos uma grande greve geral, porque é a principal força que temos para impor as reivindicações dos trabalhadores.

Essa reunião incorporou outro ponto de pauta que está essencialmente ligado à luta das mulheres que é a luta por trabalho para salário igual. No ano passado, o projeto que discorria sobre esse tema foi arquivado. Um grande erro do governo porque a diferença salarial é um problema muito forte no Brasil que o acaba localizando entre um dos países mais desiguais no que diz respeito à igualdade de gênero.

A presença deste ponto na pauta unificada de reivindicações permite que mais mulheres sejam atraídas para as mobilizações e além disso, coloca uma demanda das mulheres trabalhadoras como parte central do conjunto das organizações da classe.

No dia 30 de agosto, vamos parar as fábricas, escolas, obras, demais locais de trabalho e encher as ruas de vermelho e lilás, as cores da mulher trabalhadora!

TODO APOIO À GREVE DOS SERVIDORES E SERVIDORAS DA SAÚDE DE CONTAGEM!

sexta-feira, 7 de junho de 2013


Trabalhadoras da saúde municipal de Contagem, em greve
desde o dia 23 de maio de 2013.
A greve dos servidores e servidoras da saúde de Contagem deve ser um exemplo de luta para todos os trabalhadores da cidade, e especialmente para as mulheres trabalhadoras. Os grevistas são na maior parte mulheres, que trabalham em um dos setores mais afetados por anos de sucateamento, corte de verbas e defasagem salarial. Em todo o Brasil, as mulheres ainda se encontram nos postos de trabalho mais mal pagos e desvalorizados por nossa sociedade, especialmente os serviços de saúde e educação. Também foram esses os dois setores mais atingidos pela falta de investimentos, desde o governo FHC até o governo Dilma.

Na saúde pública, as mulheres são a linha de frente do atendimento à população, enfrentam todos os dias as péssimas condições de trabalho, o assédio moral e sexual, a sobrecarga e o estresse. Quando chegam em casa, mais outra jornada as espera, com cuidado com os filhos, marido, casa. Portanto, a garantia de melhores salários, jornada de 30 horas, entre outros avanços, é ainda mais importante para as mulheres.

Essa luta por valorização, respeito e condições dignas de trabalho merece apoio de toda a população, pois é uma batalha pela melhoria dos serviços de saúde da cidade. Os grevistas também querem que a população tenha atendimento de qualidade nos postos e hospitais, e isso passa por investir e valorizar os/as profissionais da saúde, entre outras medidas

Sabemos que a luta das servidoras da saúde e também da educação não será fácil. A maioria dos governantes, incluindo os do PT e do PCdoB, tem políticas que vão na contramão dessas melhorias e farão de tudo para derrotar essa greve. Para enfrentar tantos adversários, participar e nos unirmos na luta é fundamental.

Reajuste digno e jornada de 30 horas para os servidores da saúde municipal!

Contra qualquer repressão e perseguição ao sindicato e aos grevistas! Greve é um direito!
 
 
 


TODO APOIO À GREVE DAS SERVIDORAS E SERVIDORES MUNICIPAIS!

quinta-feira, 16 de maio de 2013



Parabenizamos a união das servidoras e servidores de nossa cidade em prol de melhores condições de salário e trabalho – união que se faz necessária diante dos ataques que a gestão Márcio Lacerda vem implementando. O prefeito repassa quase metade do orçamento de BH às empresas privadas, aumentando as terceirizações, as parcerias público-privadas e gastos com as obras para a Copa. Ao mesmo tempo, desvaloriza e retira direitos dos servidores públicos, demonstrando um grande descaso com a saúde, educação, moradia, saneamento etc.

Se o Brasil é um dos campões do mundo em diferença salarial entre homens e mulheres – essa diferença chega a 37%, em média -, no serviço público não é diferente. Os setores da PBH onde há mais mulheres estão entre os mais desvalorizados e afetados pelas terceirizações, especialmente na saúde, educação, limpeza urbana e serviços gerais. Na Educação, as professoras da Educação Infantil continuam recebendo 40% menos que um professor do Ensino Fundamental. Os trabalhadores da Caixa Escolar, em sua maioria mulheres, recebem baixíssimos salários e têm pouquíssimos direitos. As servidoras são as que mais sofrem com o assédio moral, o adoecimento e o estresse devido à sobrecarga de trabalho no emprego, somada às obrigações domésticas e cuidado com a família. Por isso, a luta dos servidores municipais é também uma luta de todas as mulheres!

O Movimento Mulheres em Luta se junta ao grito de DIREITOS, VALORIZAÇÃO E MELHORES SALÁRIOS para todos os/as servidores/as de BH!

Nota de apoio à greve da Educação Infantil em BH

terça-feira, 10 de abril de 2012

Educação Infantil de qualidade:
só com professora valorizada!

Declaramos todo o apoio à luta das(os) educadoras(es) infantis de Belo Horizonte, que se encontram em greve há mais de 20 dias devido ao desrespeito com que são tratadas(os) por parte da PBH e sua Secretaria de Educação. A Prefeitura se nega a considerá-las como professoras e a igualar suas carreiras e salários com os professores municipais – uma luta antiga das educadoras, que possuem a mesma formação profissional (ensino superior) e ganham cerca de 40% menos que os professores do ensino fundamental.

O prefeito Márcio Lacerda se recusa a negociar, ataca o direito de organização e luta das professoras com medidas de repressão interna e mente para a imprensa e para a população dizendo que já apresentou sua proposta – um projeto que apenas muda a nomenclatura do cargo de educadora, mas não unifica as carreiras e não iguala os salários com os demais professores.

O fato de essa ser uma categoria essencialmente feminina, e a concepção machista de que “cuidar” de criança é função de mulheres e, portanto, uma função menos qualificada, contribuem para fortalecer a política de desvalorização dessas profissionais implementada pela PBH. Muitos consideram a Educação Infantil como extensão do trabalho feito pela mulher em casa ou, simplesmente, vêem as UMEIs como local para deixar seus filhos enquanto vão trabalhar.

Nós, do Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas, nos solidarizamos com a indignação das educadoras e chamamos todas as mulheres a apoiar essa greve, que é parte da luta pelo direito à Educação Infantil para seus filhos, com vagas para todos e com a qualidade que essa etapa do ensino merece. E não há escola infantil de qualidade sem profissionais valorizados! A luta das educadoras infantis também é parte da luta de todas as mulheres por salários melhores e por terem suas profissões valorizadas – pois as profissões ditas “femininas” ainda continuam sendo as mais desvalorizadas e mal pagas no mercado!

Todo o apoio à greve! Viva a luta das Educadoras Infantis!
Pelo direito de luta e organização sindical!
Contra a repressão e as mentiras da PBH!

Mulheres ecetistas fortalecem greve dos correios

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A força da luta das trabalhadoras dos Correios tem condições que fazer a greve ficar cada vez mais forte. Neste dia 5 outubro, demos um demonstração de força junto com toda a categoria de que mesmo a direção querendo acabar com o movimento, nós vamos continuar resistindo. Todo apoio à greve dos Correios! Contra a Medida Provisória que privatiza os Correios!

Matéria completa no site do MML nacional:
http://mulheresemluta.blogspot.com/2011/10/mulheres-ecetistas-fortalecem-greve-dos.html

TODO APOIO À GREVE DA EDUCAÇÃO ESTADUAL!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nós, que fazemos parte do Movimento Mulheres em Luta, queremos expressar todo o nosso apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação Estadual. Essa é uma luta mais do que justa, que se enfrenta com a política de Anastasia e Dilma de precarizar ainda mais o ensino (Dilma cortou este ano R$ 50 bilhões das áreas sociais, sendo R$ 3 bi da Educação, que já tinha poucas verbas).

Nessa mobilização por uma Educação melhor, as mulheres possuem um papel fundamental. São elas que estão na linha de frente, nas assembléias e manifestações da rede estadual. São a maioria nas salas de aula e escolas estaduais. Essas mulheres estão adoecendo ao ter de trabalhar em condições tão adversas, ao ter de dar aulas em mais de um cargo pra sobreviver, ao ter de conviver com a decepção e o descaso dos governos com a Educação pública (atender aos mais pobres, dar um futuro a eles, não está na prioridade desses governos que governam para os ricos).

Na outra ponta estão as mães trabalhadoras que precisam de escolas públicas de qualidade para os seus filhos e não encontram. As mulheres trabalhadoras, a maioria chefes de família, são as que mais sofrem com a destruição dos serviços públicos. O que queremos dizer é que a luta por uma Educação pública de qualidade e com profissionais valorizados precisa ser de toda a população, e principalmente das mulheres!


Viva a luta das trabalhadoras e trabalhadores da rede estadual de ensino!
Aumento salarial! Unificação de carreiras e direitos!
Contra a Lei dos Subsídios!
10% do PIB para a Educação!

 
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